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Mostrando postagens de Maio 20, 2018

Monstruosas estrelas “impossíveis” são mal compreendidas

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Monstruosas estrelas “impossíveis” são mal compreendidasPor Guilherme de Souza, em 14.08.2012 De acordo com nossos padrões, elas não deveriam existir, mas estão lá, impávidas: quatro estrelas gigantes, cada uma 300 vezes mais massiva do que o nosso sol. Localizadas no agrupamento estelar R136, na Nebulosa da Tarântula, essas estrelas estão cercadas por exemplares mais “modestos”, com massas que não chegam a ser 150 vezes maiores que a do sol. “A suposição de um limite máximo de 150 massas solares tem sido central em nossa teoria sobre a formação de estrelas há tempos”, ressalta o astrofísico Sugata Kaviraj, do Colégio Imperial de Londres (Inglaterra). Não é por acaso que, desde que foram descobertas em 2010, essas “estrelas-monstro” são consideradas verdadeiras aberrações. A hipótese das fusões estelares Em busca de uma explicação plausível para tal fenômeno, um grupo de pesquisadores da Universidade de Bonn (Alemanha) testou a hipótese de que essas “estrelas-monstro” não “nasceram” …

Novas descobertas supreendentes sobre o Sol

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Novas descobertas supreendentes sobre o SolPor Rafael Alves, em 28.07.2010 Rápida ficha técnica sobre o super astro que nos mantém vivos: está no centro do sistema que leva seu nome, seu diâmetro é de 1.392.000 km (quase 110 vezes maior que a Terra), sua massa é de 2 × 1030 quilos (cerca de 330 mil vezes mais pesado que o nosso planeta), a temperatura da superfície é de 5500 graus centígrados e a luz demora 8 minutos e 19 segundos para chegar de lá até aqui. Apesar de nem sempre termos esses números na ponta da língua, todos sabem que o Sol é muito grande, muito quente e muito distante daqui. Mas cientistas do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias ainda estão descobrindo novos fatos escondidos sob a fachada flamejante da nossa grande estrela. Um dos enigmas que ainda divide os cientistas diz respeito à composição do Sol. Até pouco tempo atrás, a ideia seguinte era quase uma unanimidade: no núcleo do Sol, átomos de Hidrogênio se fundem e formam cerca de 75% da massa, dando orige…

Aglomerados em colisão são flagrados pelo Hubble

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Aglomerados em colisão são flagrados pelo HubblePor Cesar Grossmann, em 22.08.2012 Quando o Hubble fotografou pela primeira vez 30 Doradus, na Nebulosa da Tarântula (uma das primeiras fotos feitas depois da correção da óptica do Hubble, em 1994), os astrônomos acreditaram que se tratava de um aglomerado de estrelas – o resultado de uma nebulosa que entrou em colapso e começou a produzir estrelas. 30 Doradus se destacava por ser extremamente ativo: era o maior, o mais quente e o mais brilhante aglomerado já visto. Entretanto, novas fotos feitas pelo Hubble levaram a equipe da pesquisadora Elena Sabbi, do Instituto de Ciência Telescópio Espacial em Baltimore, Mariland (EUA), a reavaliar aquela conclusão. O que parecia ser um aglomerado irregular e estranho acabou se revelando um par de aglomerados que está iniciando um processo de fusão. Um dos motivos para os pesquisadores perceberem isso foi a presença de estrelas viajando rapidamente para fora do aglomerado. Este tipo de coisa acont…

Teoria unificada no estudo de singularidades do espaço-tempo é possível?

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Teoria unificada no estudo de singularidades do espaço-tempo é possível?Por Jéssica Maes, em 24.05.2018 As singularidades são os objetos mais extremos do universo. Elas se formam quando estrelas ficam sem “combustível” e entram em colapso sob seus próprios campos gravitacionais. Quando as singularidades são cercadas por uma superfície de onde nada, nem mesmo a luz, pode escapar, conhecida como horizonte de eventos, este objeto é o que conhecemos como buraco negro. As singularidades são também um mistério. Isso porque, para explorar a verdadeira natureza das singularidades, precisaríamos de uma teoria que unificasse a relatividade geral e a mecânica quântica. Por enquanto, essa é uma tarefa que ninguém conseguiu realizar.
Porém, em um texto publicado no site da revista Scientific American, o físico Avi Loed, professor da Universidade de Harvard, diz acreditar que seja possível avançarmos até o ponto de chegarmos a uma teoria que nos faça “ver” as singularidades. “Mesmo no contexto de p…