Calor e som acionam motores e geladeiras de estado sólido

Calor e som acionam motores e geladeiras de estado sólido

Interações de calor e som alimentam motores e geladeiras de estado sólido
A termoacústica em sólidos permitirá fabricar motores sem partes móveis que podem até permanecer operando indefinidamente. [Imagem: Mo Lifton/Purdue University]
Motores sólidos
Um sólido pode funcionar como um meio para que ondas de calor e ondas sonoras interajam exatamente como ocorre com os fluidos usados nos motores termoacústicos e nos refrigeradores - com a vantagem de resultarem em motores sem vazamentos e que podem até permanecer operando indefinidamente.
Pesquisadores das universidades de Purdue e Notre Dame, nos EUA, demonstraram pela primeira vez que a termoacústica pode ocorrer também nos sólidos, assim como ela opera nos fluidos.
Até agora, o projeto de motores termoacústicos, que dependem da interação entre oscilações de temperatura e ondas sonoras, tem andado de lado devido à etapa extra de construir algo para conter os fluidos - eles insistem em vazar.
Então, a saída pode ser fazer tudo sólido.
"Embora ainda esteja em sua infância, essa tecnologia pode ser particularmente eficaz em ambientes agressivos, como o espaço exterior, onde fortes variações de temperatura estão disponíveis gratuitamente, e onde falhas no sistema colocam em risco toda a missão," disse o professor Fabio Semperlotti.
Máquinas termoacústicas
A termoacústica é um fenômeno estabelecido e bem estudado em fluidos - gases e líquidos. "A aplicação de calor a um fluido contido em um duto ou cavidade induzirá a geração espontânea de ondas sonoras se propagando no próprio fluido. Isso resulta nos chamados tubos cantantes [experimentos usados em feiras de ciências] ou em máquinas termoacústicas," explicou o pesquisador Carlo Scalo.
Ou seja, a termoacústica permite que vibrações mecânicas residuais ou calor sejam convertidos em outras formas úteis de energia.
Para refrigeração, as ondas sonoras geram um gradiente de temperatura de quente e frio - o movimento vibratório torna as áreas frias mais frias e as quentes mais quentes. Os motores usam o processo oposto: um gradiente de temperatura - o calor residual de uma máquina ou forno, por exemplo - é transformado em vibrações mecânicas.
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Termoacústica de estado sólido
A termoacústica de estado sólido inicialmente parecia improvável, uma vez que os sólidos são um pouco mais estáveis do que os fluidos e tendem a dissipar a energia mecânica mais rapidamente, tornando mais difícil para o calor gerar ondas sonoras.
Mas a equipe desenvolveu um modelo teórico demonstrando que uma haste fina de metal pode apresentar vibrações mecânicas autossustentadas se um gradiente de temperatura for aplicado periodicamente aos segmentos da haste. Isso equilibra a dissipação de energia mecânica indesejada. Se o sólido contrair menos quando resfriado e expandir mais quando aquecido, o movimento resultante aumentará com o tempo.
Os sólidos também podem ser fabricados de forma a alcançar as propriedades necessárias para alcançar um alto desempenho termoacústico. "Os fluidos não nos permitem fazer isso," disse Semperlotti.
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Geradores espaciais
As diferenças de temperatura extremas no espaço são perfeitas para gerar vibrações mecânicas, que poderão então ser convertidas em energia elétrica para alimentar espaçonaves, satélites e sondas espaciais.
"Um dispositivo de estado sólido usaria o Sol como sua fonte de calor e a radiação para o espaço profundo como sua fonte fria," explicou Semperlotti. "Esses sistemas podem operar indefinidamente, dado que eles não têm qualquer parte móvel ou fluido que possa vazar."
A equipe está agora construindo uma configuração experimental para validar sua teoria e entender melhor a termoacústica de sólidos.
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Bibliografia:

Thermoacoustics of solids: A pathway to solid state engines and refrigerators
Haitian Hao, Carlo Scalo, Mihir Sen, Fabio Semperlotti
Journal of Applied Physics
Vol.: 123, 024903
DOI: 10.1063/1.5006489

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Os aços estruturais utilizados no Brasil são produzidos segundo normas estrangeiras (especialmente a ASTM (American Society for Testing and Materials) e DIN (Deutsche Industrie Normen) ou fornecidos segundo denominação dos próprios fabricantes. Assim, os aços disponíveis por aqui estão listados na tabela abaixo: (Clique nas imagens para ampliá-las) Claro que há casos específicos, mas de maneira geral pode-se dizer que os perfis de aço utilizados na construção de edifícios de andares múltiplos são os mesmos empregados na construção de galpões e outras estruturas. Perfis para colunas As colunas de edifícios são dimensionadas fundamentalmente à compressão. São utilizados então perfis que possuam inércia significativa também em relação ao eixo de menor inércia, como é o caso dos perfis “H” que têm largura da mesa, igual ou próxima à altura da seção. 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